Meus heróis me fazem voar
Estender os braços
Esquecer os passos
Saltar sem laços
E tocar os céus
Livre e destemido
Sem destino
Como um fino desenho
Em um papel
Tag: poesia autoral
Jamais
Nunca antes
Nem porém
Nem parte de
Nem onde além
Jamais provindo
Relicário místico
Que redime o ardor
Com elevado torpor
Penumbra
Avanço à penumbra crua
Da luz de pouca intensidade
E profunda
Sou o zelo do meu terror
O medo seguro é meu motor
E saio como raio
Sedendo enjoos
Avistando telhados
Suprimindo risos
Reflexos Tardios
Reflexos tardios Movimentos repetitivos Nada se cria, em mitos No imprevisto, tudo se transforma E no fim do dia Quando a tempestade limpa a cidade Destacando o brilho Onde antes era impureza Realçando a bondade Em casa gesto de avareza Os homens saem às ruas de cara lavada Prontos para usarem novos colírios De velhas fuligens Retardos críveis Movimentos sombrios Nada na vida são ventos Tudo na vida são novos moinhos E os homens se mostram eventos de pura sorte Fazendo o pó em farinha De novas almas famintas Pois o hoje é o dia De outras noites mal dormidas O vago do lado alto da rua Não mais assusta Ainda é cedo quando se madruga E o vinho seco que desce à goela Ainda é a fome que amarela Tão nobre de fina lembrança Tão pobre em vero semelhança Aí se faz Aqui se paga E o gosto ácido de um dia amargo Contrasta em tanto Com a doce mentira da esperança
Confesso: A Garota do Vestido Amarelo
A garota de vestido amarelo faz da continuação do giz o traço pleno do desenho e o que sobra são histórias em memória.
Confesso: Koyuki Kato
Koyuki Kato é como se enxergasse em cada nascer do sol uma força misteriosa que me desse uma nova vida além das cinzas.
Confesso: Diane Krüger
Diane Krüger é a divindade entre a vida e o sonho e me faz sem ar ao se colocar à flor da minha pele como gotas de orvalho.
Confesso: Juliette Binoche
Juliette Binoche sensualiza por sua encantadora Arte e me traz Paris, a cidade luz, e ambas me iluminam ante as minhas trevas.
Confesso: Julia Fischer
Julia Fischer me dá notas que se anotam no silêncio de seu olhar, para no verão ser apenas sombra e no inverno de tanto amor, derreter.
Confesso: Soledad Villamil
Soledad Villamil é uma paixão além do olhar, que enfatiza o que reprimo, me fazendo de quase santo a um mísero bandido.